Interessados em participar do Conexão Mundo devem ser estudantes do SESI ou do SENAI e realizar provas de conhecimento do idioma. Neste ano, 33 escolas de 18 estados terão turmas.
Monitoras americanas do Conexão Mundo com estudantes do SESI Piatã Foto Juarez Matias/Coperphoto/Sistema FIEB
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Em março as escolas do Serviço Social da
Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(SENAI) começam o processo para selecionar 2 mil estudantes para
participar do programa Conexão Mundo. Ao todo, 33 escolas de 18 estados
oferecerão aulas de inglês via Facebook, hangouts e uma plataforma de
ensino a distância. Após as aulas, os cem estudantes que apresentarem
maior evolução na língua viajarão gratuitamente para os Estados Unidos
para um intercâmbio cultural de duas semanas.
Para concorrer, o aluno deve estar
matriculado em uma das 33 escolas inscritas neste ano (acesse a relação
no fim da reportagem). Os interessados farão uma prova para avaliar os
conhecimentos de fala, leitura, audição e escrita de inglês. “Utilizamos
uma metodologia pioneira e que tem gerado ótimos resultados. A
velocidade do aprendizado é muito grande”, diz o diretor-adjunto de
Educação e Tecnologia do SESI e do SENAI, Sérgio Moreira.
Segundo ele, quem participa do Conexão
Mundo aprende se divertindo, e não por obrigação. “O inglês é essencial
para o mundo globalizado. Não há indústria atualmente que não esteja
inserida em cadeias globais e os melhores profissionais precisam saber
inglês, é algo essencial”, completa Moreira.
Desenvolvido em parceria com a ONG US-Brazil Connect, o programa Conexão Mundo tem duração de cinco meses, dividido em três etapas. Na primeira, os alunos participam das aulas virtuais, feitas pelo Facebook, hangouts (bate-papos com webcam pelo Google) e uma plataforma virtual de aprendizado. Nas aulas e atividades a distância, os alunos brasileiros interagem pela internet com monitores americanos, que são estudantes ou professores de colégios profissionalizantes, congêneres do SENAI, nos Estados Unidos. Cada monitor é responsável por uma turma de 10 a 12 brasileiros.
Depois dos dois primeiros meses, na
segunda etapa, os monitores americanos vêm ao Brasil para dar aulas
presenciais por 20 dias. Essas aulas ocorrem de segunda a sexta-feira,
entre junho e julho, no período de férias dos brasileiros, e envolvem
dinâmicas, jogos e simulação de situações comuns do mercado de trabalho.
Em seguida, a terceira etapa segue com mais dois meses de aulas pela
internet.
Finalmente, os 5% dos alunos que se
destacaram durante o programa ganham 15 dias de imersão nos Estados
Unidos. Na viagem, eles ficam em casas de família, conhecem escolas,
universidades, museus, entre outros, tudo para praticar o que
aprenderam.
Salvador foi a cidade com maior número
de alunos que participaram em 2013 do programa, com 11 estudantes
selecionados entre os 200 estudantes das unidades do SESI Piatã e do
SENAI Cimatec que participaram da seleção.
Em 2013, o estado de Alagoas apresentou
uma novidade ao programa de inglês. Pela primeira vez, alunos com
deficiência participaram do Conexão Mundo. Dos 50 estudantes, dois
tinham deficiência auditiva. “Eles interagiam como podiam, seja com
vídeos, fotos ou cartazes. Além de aprender o inglês, eles aumentaram a
autoestima e ganharam mais confiança. Viram que são capazes de
acompanhar um programa de idiomas como qualquer outro aluno”, diz a
coordenadora do programa em Alagoas, Francis Britzky.
O Conexão Mundo foi criado em 2012. No primeiro ano, atendeu 200 estudantes de Salvador (BA). Em 2013, o programa foi estendido para 800 participantes de sete cidades: Belo Horizonte (MG), Joinville (SC), Macaé (RJ), Maceió (AL), Recife (PE), Porto Velho (RO) e Salvador. Desses 800 estudantes, 700 eram de escolas do SESI e do SENAI e outros 100 de escolas públicas, mas que cursavam cursos técnicos do SENAI via Pronatec. No fim do ano passado, um convênio firmado entre a CNI e o US-Brazil Connect ampliou o número de vagas do programa para um total de 2 mil.
Com o programa, o sistema indústria
proporciona experiências únicas de qualificação para os brasileiros.
Esse tipo de iniciativa, segundo a Confederação Nacional da Indústria
(CNI), ajuda o Brasil a construir uma rede de profissionais bem
preparados para o mercado de trabalho tornando o país mais forte e
competitivo.
http://www.senai.fieb.org.br/
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