Congresso da Rede Ilumno discute futuro da EAD no mundo.
Chegou a hora da Universidade mudar
Buenos Aires, Argentina. 18 de novembro de 2013.
Uma “universidade multinacional”, aberta,
“descentralizada, acessível e flexível. Desta maneira, o reitor
acadêmico da Rede ilumno, Óscar Aguer, definiu as características da
nova geração das universidades no mundo: “é um passo necessário para a
educação, que não mudou significativamente durante vários séculos”. Este
anúncio foi feito durante o primeiro dia do Congresso da Rede Ilumno,
que se realiza em Buenos Aires, na Argentina, onde se reúnem os
diretores dos centros de aprendizagem de Educação a Distância da Rede
Ilumno de países como Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica e Paraguai.
Segundo Aguer, estamos testemunhando o surgimento
de uma educação que deixa de ser local e se torna internacional, onde o
aluno se apropria de seus próprios interesses, mudando a forma de
interação com outros alunos e seus professores. A tecnologia parece ser a
chave para este desenvolvimento, pois é através de plataformas
educacionais que uma educação universitária pode ser oferecida a preços
que não ultrapassam a terceira ou quarta parte do valor da educação
presencial, através de "economias de escala" que tornam isto possível.
Para Fernando Davila, reitor do Politécnico
Grancolombiano, há pelo menos dois grandes desafios a serem superados
para dar o grande salto para a virtualidade: a mudança necessária de
“chips” de setores da comunidade educativa, onde o pensamento
tradicional ainda existe, e a implementação da tecnologia, que deve
estar sempre à mão do estudante, com disponibilidade suficiente para que
ele permaneça conectado às suas necessidades e possa desenvolver-se de
acordo com suas próprias exigências.
As universidades pertencentes à Rede Ilumno
demonstram que a Educação a Distância na América Latina não é marginal,
visto que cerca de 100 mil alunos estudam por meio dessa tecnologia. Só
na Argentina, a universidade Siglo 21 se aproxima da segunda centena de
centros de aprendizagem de Educação a Distância em diferentes províncias
do país. Na Colômbia, o Politécnico Grancolombiano gira em torno de uma
centena em todo o seu território. Em outros países como Brasil, Costa
Rica, Panamá e Paraguai, universidades como a Veiga de Almeida,
Unijorge, San Marcos, Itsmo ou a Americana estão ampliando sua cobertura
com programas virtuais com selo de qualidade acadêmica validada pelos
Ministérios da Educação de seus próprios países.
Para Juan Carlos Mena, presidente do Conselho de
Universidades Privadas da Argentina, "a iniciativa privada e as novas
tecnologias são o par perfeito para a expansão do ensino superior no
continente". Esta é uma realidade já evidente nos diferentes países e
tem transformado uma das mais tradicionais instituições sociais, como a
Educação, numa nova geração que se estenderá pela América Latina, em
palavras de Juan Carlos Rabbat, como "mancha de óleo" nos próximos anos e
de maneira visível.
http://www.unijorge.edu.br/noticia_exibir.asp?cod=1218
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